sexta-feira, 20 de abril de 2012

Acto XXXV








Se por mais que prendas a areia na força do teu punho, há sempre grãos a fugir-te da firmeza.
É assim com tudo o que nos rodeia.




Fechemos  então as mãos, e aceitemos que há grãos 
             
          
                     que 

                                                                                                          desaparecem.










segunda-feira, 9 de abril de 2012

Acto XXXIV



Há uma paz temporária, no entretanto entre o sorriso e a palavra.
O momento em que o embaraço se torna num conforto estranho, que sabe tanto a mar como a rio,
desde que leve, suave, húmido,
num Verão sem ondas de incerteza e gasto.


A paz em que nos encontramos com o lado claro do que queremos que seja em nós.