RECADO PARA UM DESCONHECIDO
Hoje acordei a pensar no que está por vir.
Incógnita, nesta cama fria.
Não me queixo, não. São factos. Apenas factos (com o C bem carregado a meio).
Exaspero então, neste silêncio ensurdecedor,
como quem busca o amor
enfiado numa lata de rótulo enferrujado
como quem procura algo que não existe
ainda que o sinta algures no espaço e tempo.
Isto cansa-me, sabes?
É um vício alucinante, este, o de procurar-te.
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