quinta-feira, 6 de junho de 2013

Acto XLVII

RECADO PARA UM DESCONHECIDO








Hoje acordei a pensar no que está por vir.
Incógnita, nesta cama fria.

Não me queixo, não. São factos. Apenas factos (com o C bem carregado a meio).


Exaspero então, neste silêncio ensurdecedor,
como quem busca o amor
enfiado numa lata de rótulo enferrujado

como quem procura algo que não existe
ainda que o sinta algures no espaço e tempo.

Isto cansa-me, sabes?
É um vício alucinante, este, o de procurar-te.

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