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Procuro
por um
Deus meu
E pergunto-me...
o que é feito do teu...?
... dizem que há dores por aí enfiadas em caixas de
chocolates ou em palavras escritas em cartões de amor.
Mas também existem dores
dentro de quatro paredes com fotografias onde a mãe cozinha o almoço de Domingo
e a única ligação é o assado no forno dos almoços semanais.
Fora as dores de
taparmos as feridas com pessoas a vulso numa clausura emocional de quem quer
acreditar que aquilo é verdade
isto é verdade, isto é verdade, isto é verdade, isto é verdade, isto é verdade
e as pessoas a vulso sabem
mas vão ficando até darem cabo de mim.
Que segurança, meu deus?
Que segurança em mim teria quando tanta gente me foi passando
e eu não agarrei ninguém sabendo
que não era suposto ficarem cá!?
Procuro-te, deus meu.
Mas diz-me primeiro: o que é feito do teu?