Escuro, obscuro.
Duro, mas furo
o medo.
Que segredo?
Quando todos se escondem
em busca de me comerem a carne,
até ao osso.
No fosso
grosso
eu fujo
pelas portas da vossa fome
E quem vos come?
EU!
Porque aprendi a ver-me
Eu,
Eu,
Eu.
Nunca acreditei.
Apenas vi, conheci,
neguei e aproximei
(-ME)
Vomito-te por dentro,
e espero
não... quero!
Uma razão
para algo aleatório
que nem eu bem sei,
porque tu acreditas em
Qualquer coisa
Qualquer coisa
Qualquer coisa
Sonhos, frio
Escolhas, rio,
Demência.
Andar por aqui,
como quem não sente,
e não calo
falo
demente.
Pois quem ouve não lê.
Não sente, não vê.
Entro-te no estômago,
arranco-te a putice.
Sangue nas mãos
e circundo-te o peito
Agonia
Agonia