Resumindo,
No seguimento de um cabo da GNR mandar o seu superior para o caralho, no tribunal
Concluíram que há contextos em que a utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma.e portanto, o
Tribunal da Relação de Lisboa, encerrou o caso: o cabo não deve ser julgado, porque a expressão utilizada é um "um sinal de mera virilidade verbal".
Hoje o dia está a ser estranho.
Para além do Google Maps mandar as pessoas, que queiram ir da China a Taipei, nadar no Oceano Pacífico e seguir em frente, leio esta notícia no DN com algum espanto.
Chamem-me retrógrada, mas ainda que a palavra «caralho» seja no fundo uma adaptação desagradável de um termo que era usado em outros contextos mais interessantes, hoje em dia não passa de um "palavrão", ou, melhor, de uma forma de expressão. Assim sendo, não será mau demais saber-se que um agente de autoridade foi ilibado ao ter mandado um superior para o dito cujo?
É que assim, qualquer um de nós pode mandar os patrões para o "sítio" mais velho! É pura virilidade verbal...
Abrem-se precedentes, ou erradica-se a sujidade de certas palavras (tão nossas)??
Decidam vocês.