O amor nunca me existiu...
É só uma forma de tapar o frio
Para acreditarmos que o corpo é quente.
E eu sempre acreditei que havia gente dentro de gente
Mas afinal era mentira...
Como quando a minha mãe entrava no meu quarto
E nem sequer batia à porta.
Eu gritava palavras sem sentido, pois sabia que a resposta seria: "não me importa".
Fugia de mim, pela janela do meu quarto
Sonhava porta fora
Mas acabava sempre com os pés no chão
Numa canção que me atormentava
Em vez de me embalar
Adormecia
Porque merecia
Sair da apatia
Patética
Frenética
De um silencio morto em palavras vivas.
O amor nunca me existiu.
(e eu nem sei porquê)