segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Acto XLIII



Foda-se.

Quantas e quantas vezes fui-me pensando
por entre as frechas das pedras da calçada,

porque afinal
nada era meu

apenas um cigarro
em tons de conversa morta
deitada fora

É estranho.
Estranho-me.

«É estranho quando dou por mim num mundo bizarro
e mais ainda quando lá o mais bizarro do mundo
sou eu.»

Estranha-me nas entranhas.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Acto XLII






Há coisas das quais nunca fizemos parte,
Ainda que o cheiro delas 
nos sopre amor pelo cabelo
Ao som desta
e de uma vida qualquer.


São os tempos em que nos revemos,
Tão sós,
mas amparados
nas angústias em caixotes
Num quarto pálido e sem luz.


Portanto, enquanto 
formos na estrada
caminhando sem rotina,
seremos breves instantes surdos
sem escutar o que nos estima.


Uma regra una e só;
Ganhar para perder.

N'Este jogo que é existir.