«VINTE DE SETEMBRO, DOIS MIL E SETE,
QUATRO HORAS, MAIS TRINTA E SETE. »
É tão vasta a noite onde estou agora.
Tão despovoada.
A noite portuguesa tem o perfume a suor de trabalho, e o eco duro da miséria.
A noite parisiense transpira a vazio, ainda que pérola.
Mas a noite lancastriana concebe o silêncio.
Tento, em vão, ler para não ouvir o silêncio.
Pensar depressa para disfarçá-lo.
Cravar a vista no computador, inventando utilidades fúteis.
...Frágeis pontes, que mal liga ao subitamente horror do dia de amanhã.
Também tu és um silêncio que não dorme:
insone; imóvel; terrível.
És um silêncio sem promessas.
Um silêncio sem respostas.
Ardes, em silêncio,
em mim,
para mim,
de mim,
no momento em que anseio o tempo que não acabará, jamais.
O momento igual ao de tantos, que num hoje se estinguem grotescamente.
Os tais que se unificam para se aprenderem a desaprender, para que se aprendam eternamente.
(Se te não expressei o inexpressível silêncio que me és,
apenas me resta saber que te sou.
Eu sou.
Não sei o quê.
Mas sou.
E quero ser-te, comigo.)
Momentos em que olhamos para o interior da nossa alma e só encontramos duvidas...
ResponderEliminarAmiga, tudo vale a pena, desde que acreditemos no que estamos a fazer.
Beijos
Vale sim, a pena.
ResponderEliminarSempre.
Quanto mais não seja pela breve beleza das coisas.
Obrigada Humberto*
Um belo texto - que dispensava o parêntesis final.
ResponderEliminarAcho que deverias levar escrever a sério... e saíres finalmente das páginas de diário com recados.
Dark kiss.
:)
ResponderEliminarObrigada pelo teu comentário. É sempre bom ler críticas costrutivas como as tuas.
Quanto a levar escrever a sério...não sei se estou "pronta" para tal. Gostava imenso.
Beijos*