terça-feira, 19 de maio de 2009

Acto XVIII

«Não quis guardá-lo para mim
E com a dimensão da dor
Legitimar o fim
Eu dei
Mas foi para mostrar
Não havendo amor de volta
Nada impede a fonte de secar
Mas tanto pior
E quem sou eu para te ensinar agora
A ver o lado claro de um dia mau

Eu sei
A tua vida foi
Marcada pela dor de não saber aonde dói
Mas vê bem
Não houve à luz do dia
Quem não tenha provado
O travo amargo da melancolia
E então rapaz então porquê a raiva
Se a culpa não é minha
Serão efeitos secundários da poesia

Mas para quê gastar o meu tempo
A ver se aperto a tua mão
Eu tenho andado a pensar em nós
Já que os teus pés não descolam do chão
Dizes que eu dou só por gostar
Pois vou dar-te a provar
O travo amargo da solidão

É só mais um dia mau»

2 comentários:

  1. Consegues tocar no mais profundo que existe dentro de mim....Adoro a tua escrita....e como tu me disse-te...quero conhecer-te melhor porque sei-te bonita por dentro.Continua... A.L

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  2. Liliana,
    Primeiro que tudo, e com um atraso considerável, agradeço-te o comentário no meu Blog. Tenho andado afastado dele, ou ele de mim. A inspiração não nos une nos tempos que correm. Ou a inspiração não passa de uma desculpa para a falta de desculpas.
    Enfim, Obrigado!

    Passei pelos teus blogues, li, queria comentar no outro mas não pude.

    Bem, comento aqui.

    Gostei particularmente do teu "diz-que-disse", um bom jogo de palavras acerca do mal jogado jogo da vida.

    Ah, e fiquei intrigado... Disseste que me reenconstraste. Quererás avivar-me a memória?

    Um beijo, e bons escritos :)

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Escreve, escreve, bandido