quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Acto XLII






Há coisas das quais nunca fizemos parte,
Ainda que o cheiro delas 
nos sopre amor pelo cabelo
Ao som desta
e de uma vida qualquer.


São os tempos em que nos revemos,
Tão sós,
mas amparados
nas angústias em caixotes
Num quarto pálido e sem luz.


Portanto, enquanto 
formos na estrada
caminhando sem rotina,
seremos breves instantes surdos
sem escutar o que nos estima.


Uma regra una e só;
Ganhar para perder.

N'Este jogo que é existir.

1 comentário:

Escreve, escreve, bandido