quinta-feira, 10 de maio de 2007

ACTO III

Quando cheguei ao aeroporto perguntei pela minha mala.

Disseram-me para esperar.

Cheguei aqui, a lado nenhum, e agora preciso da minha mala.
É simplesmente tudo o que tenho.

Espero.
Espero.
Espero.

Enquanto espero, passa-me tudo pela cabeça.
Não tenho roupas.
Não tenho nada.

O que vou fazer se ficar sem a mala?

Após largas horas, vem alguém ter comigo:
«É esta a sua mala?»

É, sim.
Que alívio!


Conclusão: após 4 horas à espera da mala, o desespero apoderou-se de mim. Tudo por causa duma mala, onde nem um terço da minha vida lá caberia.







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