segunda-feira, 5 de março de 2012

Acto XXXII



    Já passou algum tempo desde a última vez que escrevi aqui coisas…






 

Andei ausente de mim mesma - do meu lado artístico e sensível, até.
Foi um ano estranho, o de 2011, onde muita coisa aconteceu num curto espaço de tempo.


Nunca tiveram a sensação de que quando tudo acontece num curto espaço de tempo, parece que as coisas, afinal, são infinitamente longas?


De Julho a Setembro passaram 2 anos em vez de 2 meses. Em Dezembro passaram décadas, em vez de semanas...

Sinto-me velha, mas não aquele tipo de velho-trapo. É mais como uma uva madura, boa para vinho tinto.


Apetece-me estar numa pipa fechada durante uns bons meses ou anos, para sair de lá melhor do que como entrei.




De repente, estou em 2012… o ano em que o mundo acaba. Como acabou no ano do Diabo (1999), e na passagem para o ano 2000. (Ah! E entretanto acabou mais um par de vezes, segundo um qualquer fanático religioso, chamado de não-sei-quê…)


Não tenho medo. 


Deixei de ter medo. O meu único medo é o de ter medo, por isso, medo jamais terei!

Maynard James Keenan escreveu, «não há amor no medo» … e eu acrescento, nem vida!





Estou farta do medo. Não do meu, do nosso.
Prefiro olhar para cima.

2 comentários:

  1. Vou voltando "em jeito de Pitigrilli", como escrevi há uns anos.

    Obrigado Sara, por visitares o meu cantinho.

    Vou escrevendo, sim* Beijinhos!

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Escreve, escreve, bandido