Naquele dia ambíguo de cor,
(de dor em nós)
Um pássaro cantou mais alto.
Segundos depois,
Uma fotografia estranha afundou-me neste poço
Vazio de cor
(de ardor, em mim).
Pensei que a solidão nos unisse.
O relógio antigo batia as zero,
E zero era a cor
(com rancor, em ti).
Horas depois uma náusea eterna
afogou-me num lago de fria dor
(sem amor, em nós)
Pensei que o medo nos unisse.
Fomos tantos, infinitos,
De um para o outro, só, sem treva
(a treva adormecida, em tu'alma).
Acreditei, confiei, e tu
Com pensamentos foste cegando
(coisas tuas, sem ter calma).
Pensei que a verdade era Eu.
Chegou o dia em que me mataste,
E a morte era o vinho
(que bebeste, em ti).
Durante o velório, a minh'alma fugiu
Para o inferno infinito
(que causaste, em mim).
Pensei que não morrêssemos, nunca.
(E teríamos, tanto, se. )

Que esse mal não te envenene mais. Esse, e qualquer outro que seja. Precisas de ti, mais do que os outros.
ResponderEliminarEncontra paz, Li. E serás feliz :)
Dá-te o sossego daquilo que te é, que te sempre foi. *
ResponderEliminarDani, volta rápido, sim?
ResponderEliminar"Anónimo", que o que me é, me dê o sossego que sempre me foi.