domingo, 22 de julho de 2007

ACTO X






Entrei numa livraria.
Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida.
Não chegam.
Não duro nem para metade da livraria.

Nisto chego à conclusão de que sou o resultado consciente da minha própria experiência.

Olho à minha volta; pessoas.
As pessoas multiplicam-se a olhos vistos. Porém, as paredes que as envolvem estão nuas como os seus muros; como um livro aberto sem nenhuma história para o se ler e/ou fixar.
As pessoas são telas. A maioria, por pintar.

De facto, AS PESSOAS QUE EU MAIS ADMIRO SÃO AQUELAS QUE NUNCA ACABAM.

5 comentários:

  1. ...esse texto, com cheirinho a revolta e exaustão, juntando à música que escolheste...tem um efeito agoniante.

    Tu consegues dar murros no estômago. Daqueles que sabem a "belo".

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  2. Obrigada por me continuares a ler =)

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  3. Estas tuas falsas prosas cada vez mais me intrigam...por conterem um grau de simplicidade, maturidade e pertinência, dificeis, muito dificeis de alcançar!!

    Continua a pintar essa tela...**

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  4. São apenas textos soltos. Obrigada ó Satie ;)


    ***

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  5. estou farta de chorar. agonias, tocas, mexes com as pessoas...

    beijinhos, e saudades.

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Escreve, escreve, bandido