domingo, 22 de julho de 2007
ACTO X
Entrei numa livraria.
Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida.
Não chegam.
Não duro nem para metade da livraria.
Nisto chego à conclusão de que sou o resultado consciente da minha própria experiência.
Olho à minha volta; pessoas.
As pessoas multiplicam-se a olhos vistos. Porém, as paredes que as envolvem estão nuas como os seus muros; como um livro aberto sem nenhuma história para o se ler e/ou fixar.
As pessoas são telas. A maioria, por pintar.
De facto, AS PESSOAS QUE EU MAIS ADMIRO SÃO AQUELAS QUE NUNCA ACABAM.
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...esse texto, com cheirinho a revolta e exaustão, juntando à música que escolheste...tem um efeito agoniante.
ResponderEliminarTu consegues dar murros no estômago. Daqueles que sabem a "belo".
Obrigada por me continuares a ler =)
ResponderEliminarEstas tuas falsas prosas cada vez mais me intrigam...por conterem um grau de simplicidade, maturidade e pertinência, dificeis, muito dificeis de alcançar!!
ResponderEliminarContinua a pintar essa tela...**
São apenas textos soltos. Obrigada ó Satie ;)
ResponderEliminar***
estou farta de chorar. agonias, tocas, mexes com as pessoas...
ResponderEliminarbeijinhos, e saudades.